19 Aug, 2009
O aprendizado à distância começa com uma interface bem estruturada
Posted by: Coradini In: e-learning
Este semestre (2009/2) os alunos da UVV matriculados em disciplinas ministradas à distância contam com várias novidades. Além de atualizar o ambiente virtual de aprendizagem para a versão mais atual, toda interface do Moodle foi customizada objetivando uma melhor experiência com o aluno.
Analogamente ao Google, almejamos uma interface extremamente simples e intuitiva, levando os alunos aos seus objetivos (assimilação do conteúdo proposto) rapidamente. Pode parecer um pouco óbvia esta observação, mas nem sempre é fácil deixar limpo um ambiente que já conta naturalmente com MUITOS recursos, poluído de informações (necessárias).
O conteúdo do ambiente virtual é restrito aos alunos da UVV, porém vou mostrar um pouco do ambiente no qual eles estão interagindo neste semestre.
Moodle 1.95+ - Customizado para boas experiências em 2009/2
A nova interface vai de encontro a identidade visual previamente existente do site da UVV Virtual.

Se quiser conhecer um pouco mais sobre o projeto, fique à vontade clicando aqui.
É importante lembrar que as duas telas mostradas acima são somente a casca do projeto, somente os pontos de entrada que os alunos utilizam até chegar no conteúdo proposto por cada disciplina. Apesar de não ser um ponto chave no quesito aprendizagem é fundamental que o aluno tenha uma mega power boa impressão do ambiente onde vai estar em contato direto e constante. Porque?
A primeira impressão é a que fica…
e assim como qualidade da embalagem de um bom produto diz muito do que se encontra lá dentro (leia-se Ferrero Rocher), o zelo com a interface e arquitetura de informação diz muito sobre a qualidade do projeto em geral.
Sendo assim, meu primeiro objetivo foi impactar positivamente o aluno, logo no primeiro acesso. Além de impactar a interface também precisa funcionar e “dizer” rapidamente aos alunos seus objetivos. Com poucos cliques espera-se que o aluno entenda que
- O conteúdo das aulas é dividido por semanas
- Existem limitações nas tentativas de exercícios
- Têm a sua disposição ferramentas de interação, como Fórum e Chats
- Também tem à sua disposição um professor tutor que pode responder dúvidas em tempo real, porém, em determinados horários
- Podem interagir com os demais participantes do curso
- Etc.
Tudo isso sem que haja um documento que explique passo-a-passo o funcionamento da ferramenta. Na verdade, isso é o desejável e felizmente se aplica na esmagadora maioria dos alunos, que geralmente trocaram os carrinhos e o futebol pelo computador em sua infância. Porém, não podemos esquecer de disponibilizar um recurso adicional para os mais metódicos – normalmente o público mais velho, que aprecia os detalhes.

Para eles é disponibilizado um PDF com todos os recursos do ambiente, descritos de forma detalhada, porém objetiva.
Imagem retirada do manual do aluno, explicando cada recurso no Moodle
Desta forma conseguimos agradar e satisfazer o público em geral.
Como saber se a interface está atingindo seus objetivos?
Existem muitas formas de responder esta pergunta.
Um filtro que eu posso dizer que funciona é a quantidade de ligações/e-mails que você recebe com reclamações do tipo: “Mais hein, onde está tal coisa? Não estou achando!”
Isso acontecia bastante quando utilizávamos o já ultrapassado Aulanet. Tá certo, sempre existirão pessoas cabeçudas com menos intimidade com a informática, mas se tratando de um projeto que atende um público grande não podemos descartar os tios e tias.
O método mais preciso certamente seria um teste formal de usabilidade. Fato.
Mas na falta deste recurso (muito caro) vale jogar com as cartas que se têm na manga. No meu caso foi dar uma de agente secreto, me “infiltrando” em algum laboratório da UVV observando os alunos acessarem o conteúdo. É muito curioso e intrigante ver como outras pessoas interagem e reagem com uma interface que você produziu sem saber que estão sendo observadas. Sério.
Dá “agonia” de ver alguém procurando algo pra clicar, aparentemente tão óbvio, que você já está cansado de saber onde está. Este é um grande indicativo que alguma coisa precisa melhorar. Eu utilizava bastante esse método de observação logo no começo do projeto (principalmente com as aulas). Acreditem: funciona, além de ser divertido =)
Outra forma, menos eficaz na minha opinião, é perguntar se o usuário/amigo teve alguma dificuldade ao acessar o conteúdo. As vezes você consegue-se extrair alguma informação que tenha passado a sua percepção. Se realmente deseja fazer isso, seja um designer paciente. Regule bem seu senso de abstração e esteja preparado para ouvir algumas asneiras considerações sem muitos fundamentos e pitacos. Muitos pitacos.
Pode parecer até um pouco arrogante da minha parte dizer isso, mas o próprio Steve Jobs já dizia que o usuário não sabe o que quer, até que você mostre pra ele como deve ser feito.
Este post foi um pouco superficial pois este é um assunto que pretendo desmembrar e detalhar por aqui.
No próximo Post…
Vou escrever sobre a utilização de jogos no processo de aprendizagem virtual. Pra ficar ligado nas novidades, assine o Feed no topo da página! Ah sim, seu comentário também é bem vindo.
Abraços